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divagações


OLHAI POR NÓS ALPHONSUS.....

Celeste... É assim, divina, que te chamas. Belo nome tu tens, Dona Celeste... Que outro terias entre humanas damas, Tu que embora na terra do céu vieste? Celeste... E como tu és do céu não amas: Forma imortal que o espírito reveste De luz, não temes sol, não temes chamas, Porque és sol, porque és luar, sendo celeste. Incoercível como a melancolia, Andas em tudo: o sol no poente vasto Pede-te a mágoa do findar do dia. E a lua, em meio à noite constelada, Pede-te o luar indefinido e casto Da tua palidez de hóstia sagrada.

Escrito por Emerson Rechenberg às 16h38
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QUE OS DEUSES NOS LIVREM DA IGNORANCIA.....

"Quem sou eu? De onde venho? Sou Antonin Artaud e basta que eu o diga Como só eu o sei dizer e imediatamente hão de ver meu corpo atual, voar em pedaços e se juntar sob dez mil aspectos diversos. Um novo corpo no qual nunca mais poderão esquecer. Eu, Antonin Artaud, sou meu filho, meu pai, minha mãe, e eu mesmo. Eu represento Antonin Artaud! Estou sempre morto. Mas um vivo morto, Um morto vivo. Sou um morto Sempre vivo. A tragédia em cena já não me basta. Quero transportá-la para minha vida. Eu represento totalmente a minha vida. Onde as pessoas procuram criar obras de arte, eu pretendo mostrar o meu espírito. Não concebo uma obra de arte dissociada da vida. Eu, o senhor Antonin Artaud, nascido em Marseille no dia 4 de setembro de 1896, eu sou Satã e eu sou Deus, e pouco me importa a Virgem Maria. --------------------------------------------------------------------------------

Escrito por Emerson Rechenberg às 21h44
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CLARICE.......

Estas minhas frases balbuciadas sao feitas na hora mesma que são escritas e crepitam de tão novas e ainda verdes.....Elas sao o já.....Quero a experiencia de uma falta de construcao. Embora esse meu texto seja todo atravessado de ponta a ponta por um fragil fio condutor - qual? - o da paixao....

Escrito por Emerson Rechenberg às 21h13
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A PRIMEIRA DE UMA SERIE.....

Consumismo X Teatro Apesar do meu profundo desprezo pela psiquiatria, e principalmente pelos seus métodos, vejo-me obrigado a concordar com ela num ponto: a mudança de ares, realmente, é benéfica. Chego a essa óbvia conclusão, por encontrar-me , obviamente, fora do meu habitat natural, uma província qualquer perdida no sul da América do Sul. Através de longas discussões, com cineastas, videomakers, artistas plásticos, atores e diretores, temos tentado concluir, se é que isso é possível e relevante, achar as explicações e os porquês da escassez de público nas salas de espetáculo. Refletindo sobre o assunto, e procurando algo que não soe como frase feita nem verdade absoluta, chego a uma linha de raciocínio que talvez tenha uma certa lógica. Pois bem, a questão em pauta é: POR QUE AS PESSOAS NÃO CONSOMEM TEATRO? Minha tímida resposta começa na análise da pergunta e encontra na palavra CONSOMEM um ponto de partida interessante. Senão vejamos: é mais do que provado, científica, antropológica, mercadológica e sociologicamente que vivemos a era do consumo, etc, etc... E isso talvez possa de certa forma justificar o não-consumo do teatro. Justamente porque as pessoas não o consomem. Ao final da apresentação, o que lhes sobra como prova do consumo é apenas um canhoto de ingresso e na melhor das hipóteses um programa (coisa aliás, cada vez mais rara nos dias de hoje) . Isso, sob o aspecto consumista, completamente enraizado em nossos subconscientes, é deveras frustrante. Voltando ao português e ainda sob essa ótica, o verbo ter e muito maior, hierarquicamente, do que o verbo assistir, que já carrega em si uma certa passividade.. Quando um cidadão qualquer compra, ou consome, um CD, por exemplo, ele tem. Quando vai ao teatro, ele assiste. Então, obviamente, ele prefere ter. Mesmo porque esse objeto de consumo é físico, está lá na sua prateleira, em exposição. Todos os que visitarem sua casa verão que ele tem dinheiro para comprar o CD. E esse exercício consumista é profundamente necessário para a conquista e manutenção da auto-estima do indivíduo. Já o teatro, além de outras questões, é essencialmente efêmero, fugidio. Sua abrangência, mercadologicamente, é muito menor. Poucas serão as pessoas que estarão na mesma noite, no mesmo teatro, na mesma sessão e testemunharão o culto cidadão consumir o bilhete. O mesmo exemplo serve para a literatura. Ao comprar, ou consumir, um livro, ele passa a ser um patrimônio de quem o compra. Ele pode emprestar, xerocar, mas ainda assim será o seu livro. Esse sentimento de posse, que refresca a alma, não é proporcionado pelo teatro. É o meu livro, o meu CD, o meu quadro, a minha escultura, se quisermos ampliar os exemplos, mas nunca o meu espetáculo. Essa relação de natureza estritamente contemplativa do teatro com seu público consumidor, o coloca numa posição extremamente desfavorável. Esse fator, aliado à insistência estúpida do evento teatral em concorrer com o cinema e a televisão ao invés de assumir sua pobreza tecnológica, colabora significativamente para o esvaziamento das salas de espetáculo. Cabe aqui, sendo fiel à discussão, um contra-argumento: mas, e os espetáculos que fazem longas temporadas de sucesso, com lotação esgotada? E o cinema? Também não é contemplativo? Parafraseando um certo Jack, profundo conhecedor das entranhas humanas, vamos por partes... Quanto às grandes temporadas lotadas, geralmente, elas são impulsionadas por atores conhecidos da televisão, esta o símbolo máximo desse capitalismo, capaz de vender qualquer coisa, além de ditar tendências e comportamentos. Ou seja, o público consome o ícone, a estrela, o ator. O produto consumido, a preços exorbitantes, é a proximidade, é o contato quase íntimo, é o respirar ,durante pouco mais de uma hora, do mesmo ar que aquele ser divino que invade diariamente nossas casas, respira. O mesmo caso se aplica à sétima arte, com um adendo. Além da estrela, se consome o sonho, a ilusão, a fuga da realidade. Isso sem contar na possibilidade de adquirir a fita, o DVD, o CD com a trilha sonora, e repeti-los, quadro a quadro, faixa a faixa, quantas vezes quiser. Some-se ainda toda a indústria que a sustenta, e que a expõe literalmente, como produto de mercado. Isso joga por terra qualquer comparação... Talvez um dia ainda pesquise mais a fundo o assunto, a fim de anexar dados científicos à minha teoria. Respostas, não as tenho. Somente algumas divagações... Tentando concluir porém, diria que quem CONSOME teatro hoje, são as pessoas que, de certa forma, não valorizam tanto o verbo ter, e ainda prestam atenção em um outro, bastante negligenciado: SENTIR. Belo Horizonte, setembro de 1999. Emerson Rechenberg Diretor Teatral

Escrito por Emerson Rechenberg às 14h28
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MEMÓRIAS DO SUBTERRANEO.....EM BREVE, EM ALGUM LUGAR....MAS QUE SUBTERRANEO SERÁ ESSE? FÍSICO, TÍSICO, QUÍMICO METAFÍSICO.....NEM DOSTOIEVSKI SABERIA.....

Escrito por Emerson Rechenberg às 14h05
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A QUEM INTERESSAR POSSA....

QUAISQUER OUTROS SERES, HUMANOS OU NÃO, PODEM E DEVEM MANIFESTAR-SE........ FIQUE A VONTADE.....

Escrito por Emerson Rechenberg às 12h29
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Escrito por Emerson Rechenberg às 12h27
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preludio

talvez haja algo relevante a dizer...duvido muito, mas ainda assim....

Escrito por Emerson Rechenberg às 12h26
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