descrenças desfeitas
sim, lidamos com a pior das raças, a tal "humana"...
que mente, usa, usurpa, falseia, engana....
perdemos a cada dia, matamos, morremos...
entretando, para que o fluxo siga, de tempos em tempos, uma pequena esperança se mostra no céu cinzento...
uma marina onde o barco abalrroado possa se reestabelecer...
ai, em nossa crença inabalavel, voltamos a ver o sol...
assim tem sido desde sempre....
pobres daqueles... continuaram à deriva...
rogo a Netuno que me mantenha assim,
que uma marina suceda a tempestade.... e que nesse porto eu possa ser sincero, deixar meu cabelo estranho ao vento...
e que a dor e a descrença permaneçam ancoradas, em alto mar....
que a chama continue flamejante, por mais que ninguem a perceba...
que a verdade prevaleça, e que as ondas nos levem de encontro a mares calmos e doces...
é so isso que rogo... uma marina... onde minha pequena, porem ambiciosa jangada, encontre repouso....
Escrito por Emerson Rechenberg às 03h28
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