A cada trinta dias...
Lá fora há uma chuva de meteoros, que eu não vi...
Se até os meteoros caem, porquê eu nao haveria de cair?
Já faz um mês... pra outras coisas mais ou menos de um dia, um ano...
E assim, o tempo escorre... e já não corro, ao menos hoje... há uma certa paralisia, um ruflar de asas negras...
Uma cor que torna a apagar, a diluir-se... o eterno dura muito pouco nos humanos...
Talvez a dor passe, talvez me acompanhe por algumas luas...
E aí, sorrir se torna mais difícil...
Escrito por Emerson Rechenberg às 01h07
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