3:11 am
Brincadeira perigosa, essa de escrever. Perigosa e compulsiva. Não que me ache um escritor, sou despretencioso demais para isso. Não passo de um ajuntador de palavras, prolixo e descabido. Entretanto, a brincadeira tem sido benéfica: exercito as palavras, como quem exercita músculos. Algumas coisas brotam espontâneas, outras são meticulosamente construídas. Em ambos os casos, sou eu não sendo. Sou eu outro, que se expressa diferente de mim. Eu mesmo não teria paciência de me ler. Ah, e há também a ironia, sempre recôndita, além dos neologismos e termos rebuscados. E como toda brincadeira, nem sempre tudo sai como imaginávamos.
Escrito por Emerson Rechenberg às 03h11
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Hiato
Resolvi conceder um hiato nas divagações para tentar escrever algo mais próximo daquilo que se poderia chamar de concreto. Resolvi também, apagar por alguns instantes, o ponto final que coloquei numa estória ja não tão recente, para expor algo bem simples: sim, foi muito bom falar contigo! Dentre as desistências todas, a sua talvez tenha sido a mais custosa. Sábia, todavia custosa. Te ouvir, mesmo que de longe, entretanto, foi extremamente agradável. Perceber que o diálogo ainda se faz possível e que nem mudou tanto assim. Um simples ter notícias, mas recheado de significados. Sim, foi bom! E eu, que já andava de alma boa, retomo a vida com ela ainda mais leve, quase engraçada como os meus cabelos. E lembrarei deste feriado por dois motivos: a diversão do jogo eletrônico e as palavras trocadas contigo.
Escrito por Emerson Rechenberg às 05h21
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Noites Brancas
Nunca foi secreta minha admiração por um senhor chamado Dostoievski. Noite desssas, relendo alguns pequenos contos, revisitei aquele que dá título a esse comentário. E me vi obrigado a publicar, ao menos um trecho. Mais uma vez suas palavras soaram tão próximas, que se não fosse o enorme respeito, me ofenderia por colocar de forma tão precisa no papel aquilo que deveria ter sido escrito por mim: "- Mas que só eu recorde a minha dor, Nestanka! Que eu não chame com amargas censuras uma nuvem sombria sobre a tua clara e tranquila felicidade, que não desperte no teu coração o arrependimento, nem o amargure com um secreto remorso ou o obrigue a bater com tristeza nos momentos de felicidade. Que não faça fenecer as ternas flores que colocarás nos teus cabelos negros no dia em que irás com ele ao altar... isso nunca! Nunca! Que o teu céu seja luminoso, que claro e sereno seja o teu gentil sorriso e bendita sejas tu própria pelo minuto de felicidade e de alegria que proporcionaste a um coração solitário e grato. Meu Deus! Um minuto inteiro de felicidade! Afinal, não basta isso para encher a vida inteira de um homem?"
Escrito por Emerson Rechenberg às 02h07
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O Eterno Retorno
Não foram poucas as coisas que abandonei nos últimos tempos, e entre elas o meu pobre blog. E para que o ano nao termine sem algumas parcas palavras, cá estamos. Tanto por escrever, tão pouco para recordar. Assim sendo, a retrospectiva começará ja, e talvez termine até o fim do ano. Talvez não. Tentarei manter a frequência da escrita, a veracidade dos fatos, ou não. Falarei mais de trabalho do que de mim mesmo, se isso for possível. Lendo a ultima frase, parece resolução de ano novo. É, 2009 ja acabou, definitivamente.
Escrito por Emerson Rechenberg às 02h55
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