Nem tudo é tão sombrio...
Sempre existem cores, aromas, sons e seres que legitimam a tal coisa improvável chamada vida... E nelas que vale apena se prender... E existe um pequeno ser, que com sua inocência e fragilidade faz com que as coisas voltem a fazer um certo sentido... E arrisco me dizer feliz quando perto dela, por mais que sejam raros esses momentos... Bem-vinda, pequena Laura, que o mundo te retribua esse pequeno e sincero sorriso...
Existem os sons também, esses tao mágicos quanto... Verdades nossas escritas por outras pessoas que nos invadem sonoramente, e que nos dão a ilusória e temporária noçao de que não estamos sozinhos...
E existem uns olhos, fugidios, ainda mais mágicos... mas deles tratarei um dia... ou não...
Escrito por Emerson Rechenberg às 02h38
[ ]
|
Tempo demais...
Dizem que fiquei fora por tempo demais...
Talvez nem tenha ido, e nem mesmo voltado, de um lugar que não sei onde é... talvez nem mesmo os lugares existam, talvez seja o todo uma só coisa, um só tempo, um só lugar... Duvidar? Sempre!
E de onde vem a calma? Do mesmo lugar da fúria? Continuo pseudo-autista... E coleciono promessas... as minhas nem mesmo sei se as fiz, as dos outros, talvez tenha escutado errado... O que salva entao, é escrever, distraidamente...
Escrito por Emerson Rechenberg às 02h08
[ ]
|
O Inverno
Neste ano, o frio durou mais tempo, como antigamente...
Logo, meu silêncio também... Nunca foi segredo o quanto gosto do frio...
Logo o calor voltará, e minhas palavras com ele...
Aproveitemos pois, os ultimos dias...
Escrito por Emerson Rechenberg às 21h39
[ ]
|
uma espécie de..
Olhando para tempos distantes, não reconheço quem vejo no espelho... e não sei ao certo em que momento me tornei o que sou...de muitas coisas nao sinto saudade, mas de gostar como gostava, ah, isso sinto falta sim... o pierrot morreu...e aquela especie de amor, se foi com ele...
Escrito por Emerson Rechenberg às 00h34
[ ]
|
A cada trinta dias...
Lá fora há uma chuva de meteoros, que eu não vi...
Se até os meteoros caem, porquê eu nao haveria de cair?
Já faz um mês... pra outras coisas mais ou menos de um dia, um ano...
E assim, o tempo escorre... e já não corro, ao menos hoje... há uma certa paralisia, um ruflar de asas negras...
Uma cor que torna a apagar, a diluir-se... o eterno dura muito pouco nos humanos...
Talvez a dor passe, talvez me acompanhe por algumas luas...
E aí, sorrir se torna mais difícil...
Escrito por Emerson Rechenberg às 01h07
[ ]
|
Vestígios
Novas cores pintam o céu cinza, novos ares renovam o ar sujo dos pulmões...
Os sons, também mudaram e fazem companhia... alimentam uma velha alma... que por dias se renova e se esquece do verão que queima... e que quase sorri, sincera...
Mas como sempre há o mas, alguns vestígios ainda precisam ser apagados...algumas pegadas desfeitas, algumas palavras amargas precisam ser ditas... para renovar e não esquecer que as vacas emagrecem...
Que a época, propícia a renascimentos, inspire... que nossas narinas inspirem novos ares, novos perfumes...que nossas retinas percebam novas matizes, e que saibamos reconhecer a beleza até no mais cinzento cinza...
Escrito por Emerson Rechenberg às 23h21
[ ]
|
Blind
If I could tear your from the ceiling, I know best have tried
I´d fill your every breath with meaning, anda find a place we both could hide...
If I could tear you from the ceiling, I´d freeze us in time
And find a brand new way of seeing
Your eyes forever glued to mine....
Escrito por Emerson Rechenberg às 23h09
[ ]
|
Muito...
Muito por dizer, muito a esconder, muito a perdoar...
Nossa existência é muito... ou ao menos deveria ser... a minha é... muito...
Superlativa, hiperbólica, exacerbada, intensa, profunda, profícua... em suma, muito, quase demais...
Não caibo mais em mim, me falta... me falta alguém pra dividir o que se mostra tão muito...
Nessa ausência, fragmento-me... espalho pedaços de mim naqueles que me cercam... poucos aceitam, alguns concordam, a maioria nem percebe... Preciso de mais vida, de mais vidas, essa não me basta... Na impossibilidade de interlocutores atentos, de seres que comunguem, me basto... e me vejo autofágico... me retroalimento, me mantenho, me reinvento, me acredito, me extasio, me digo e me calo, me escondo e me exibo, me perdoo e me condeno, me sou, muito... quase demais...
O demais nao me assusta, e flerto sorrindo com ele, como flerto com a moça de cintura fina...
Escrito por Emerson Rechenberg às 03h19
[ ]
|
as palavras e as moscas...
De retorno! De onde? Não sei... E, pra que? Só pra usar palavras que falam sobre palavras...
Nunca escondi minha predileção por elas, as palavras. Talvez as pessoas não me importem tanto, já as palavras... Guardo-as, remoo-as, resofro-as, recomprazo-me... Qualquer imbecil de nós, nada mais é que as palavras que profere...
Tenho ouvido palavras doces, outras vãs, outras ignóbeis... As doces (em geral de pessoas menos conhecidas) me inflam, me permitem voar, me alegram, me animam... As vãs, jogo-as no abismo das banalidades, tripudio-as, ignoro-as... Já as ignóbeis, as sem fundamento, as tolas, essas ferem... essas ficam...
Sábios são os que balbuciam palavras de década em década...
Escrito por Emerson Rechenberg às 03h04
[ ]
|
Confissões...
Confesso a simplicidade quase tosca de minhas palavras, que se formam e acabam por se expressar tortas... por isso as letras me fazem companhia, e delas me aproprio...
Confesso o paradoxo da crença mais profunda com a irritadiça negação do crer... que espero, mas que dispenso facilmente... que arrisco, me exponho, ao mesmo tempo que viro ostra...
Confesso que o encantamento me faz vivo, mas que uma certa dose de dor também me abastece...
Confesso que o mais puro e podre habitam minha alma, que sou capaz de roubar o ceu e de desejar a morte mais dolorosa...
Confesso acreditar que sou mais do que sou, minhas fraquezas e excentricidades... meus defeitos, que são só meus... que me importo muito por poucos e pouco por muitos...
Confesso ser eu, mas por vezes querer ser outro... ser outro, e ainda assim ser eu...
Confesso minha porção animal, minha porção gênio, meu lado ignorante, minha dor, meu prazer....
Confesso ser, humano.
Escrito por Emerson Rechenberg às 02h41
[ ]
|
Músicas, sons e congêneres
Sim, pouco falo delas....ocasionalmente aparecem num post ou outro.... mas nesse aniversário, resolvi falar de musicas e ou bandas e cantores/cantoras que tem me feito companhia... a lista será extensa e imprecisa....como minhas palavras....
Muse, Starsailor, The subways, Radiohead, Smiths, Cure, Joy Division, Jewel (antes de virar vaca), Ben Harper, Hot Hot Heats, Galaxie 500, Stone Roses, Guilherme Arantes (o verdadeiro REI), Los hermanos, Plêiade, Ludov, Gram, Kaiser Chiefs, Arctic Monkeys, Bjork, Cocteau Twins, Sigur Rós, Mogway, Travis, Steoreophonics, The Futureheads, She Wants Revange, The Devlins, Tori Amos, PJ Harvey, Morrissey, Bauhaus, Keane, Bush, Live, Soudgarden, Queen, Diamanda Galas, The Bravery, Smashing Pumpkins, Rogério Skylab, Sugarcubes, Pixies, Dead can dance, Tom Waits, Chat Baker, CocoRosie, Plebe Rude, Ozeriza, Art Brut, Sea British Power.....
Obrigado pela companhia, e pelas palavras....
Escrito por Emerson Rechenberg às 01h15
[ ]
|
Faith, Hope, Love
Em tempos medíocres como esse, não se precisa muito... Qualquer migalha ganha proporções absurdas...
Vivamos pois delas...
Um pequeno bocado de fé, no que quer que seja... é esse sentimento (ou sensação) absolutamente subjetivo qu nos faz ousar, teimar, acreditar enfim...
A esperança, morre, mas se regenera... é inata, sempre esperamos... e esperar é ter esperança...
Amor, palavra fácil, sentimento demodè... que amemos, nem que seja à nós mesmos... que amemos um momento, um instante, um fragmento... uma palavra, um gesto, uma esperança... que uns olhos, um sorisso, um detalhe nos façam sentir essa coisa que nos aquece.... o amor...
Que sejamos humanos, e menos toscos e torpes...
Escrito por Emerson Rechenberg às 23h37
[ ]
|
As coisas e os números
As nuvens lá fora continuam pesadas...
Já as que sobrevoam a minha cabeça, talvez tenham se dissipado um pouco...
Sei que é cíclico, logo não me embeveço....mas comprazo-me, enquanto durar...
Agradeço aos corajosos que visitam esse lugar...
Dois mil acessos às divagações, que pouco dizem, a não ser a mim...
Agradeço de qualquer forma...
Pelos presságios, coisas continuarão a acontecer, e eu a escrever...
Escrito por Emerson Rechenberg às 23h26
[ ]
|
Nota trabalhista
Informo aos visitantes interessados que a partir do dia 15 de janeiro, ministro um Curso de Teatro de Férias na Casa de Artes Helena Kolody. Será um módulo intensivo, até 16 de fevereiro. Maiores informaçoes na CAHK, fone 33344552 ou no blog da casa: casahelenakolody.blog.terra.com.br
Escrito por Emerson Rechenberg às 14h07
[ ]
|
RIP #2 (porque nem tudo é feio)
já que ficaste deprimido, confesso...
algumas coisas (e pessoas) se salvaram...
te contarei se me implorares....
tens 10 dias, e contando......
Escrito por Emerson Rechenberg às 04h56
[ ]
|
[ ver mensagens anteriores ]
|
 |
|